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Anime · Guia de ordem

A ordem certa para assistir Dragon Ball

Dragon Ball tem mais de setecentos episódios divididos em séries com nomes parecidos, uma continuação que não é oficial e filmes que foram refeitos como episódios. A ordem certa depende de uma pergunta: você quer a versão completa ou a versão enxuta?

atualizado em 16 de agosto de 2026 5 min de leitura
Ilustração com raios de sol e linhas de velocidade inspirada em animação japonesa

A confusão em torno de Dragon Ball tem uma causa simples: a franquia foi expandida por três décadas com nomes parecidos e critérios diferentes de continuidade. Vamos separar tudo antes de montar a ordem.

O que é cada coisa

  • Dragon Ball (153 episódios, 1986–1989): a infância e a adolescência do Goku, com tom de aventura e comédia.
  • Dragon Ball Z (291 episódios, 1989–1996): continuação direta, com a revelação da origem saiyajin e a virada para batalhas de escala planetária.
  • Dragon Ball Kai (167 episódios, 2009–2015): a mesma história de Z, remontada para acompanhar o mangá sem desvios.
  • Dragon Ball GT (64 episódios, 1996–1997): continuação criada pelo estúdio, sem participação do mangá. Não é canônica.
  • Dragon Ball Super (131 episódios, 2015–2018): a continuação oficial, que retoma a história logo após o arco do Majin Boo.
SérieEpisódiosPeríodo retratadoCanônica?
Dragon Ball153Infância e adolescência do GokuSim
Dragon Ball Z291Da chegada do Raditz ao fim do Majin BooSim
Dragon Ball Kai167Mesmo período de Z, sem alongamentoSim
Dragon Ball GT64Depois de Z, em continuidade própriaNão
Dragon Ball Super131Nos anos que antecedem o fim de ZSim

Um detalhe pouco explicado: Super não acontece depois de Z, e sim dentro dele. A série se encaixa no intervalo de dez anos entre a derrota do Majin Boo e o torneio final que encerra Z, quando Goku aparece treinando Uub. Por isso não há contradição entre as duas — Super preenche um espaço que Z havia deixado em branco.

A ordem completa, para quem tem tempo

  1. Dragon Ball — episódios 1 a 153.
  2. Dragon Ball Z — episódios 1 a 291.
  3. Batalha dos Deuses (filme, 2013).
  4. O Renascimento de Freeza (filme, 2015).
  5. Dragon Ball Super — a partir do episódio 28, já que os anteriores recontam os dois filmes.
  6. Dragon Ball Super: Broly (filme, 2018).
  7. Dragon Ball Super: Super Hero (filme, 2022).

Se preferir não ver os filmes, basta começar Super pelo episódio 1 — os arcos iniciais cobrem o mesmo conteúdo com algumas cenas extras.

A ordem enxuta, que economiza mais de cem episódios

  1. Dragon Ball — 1 a 153.
  2. Dragon Ball Kai — no lugar de Z, cortando cerca de 124 episódios de conteúdo extra.
  3. Dragon Ball Super — completo, do episódio 1.
  4. Broly e Super Hero.

Essa é a ordem que recomendamos para a maioria das pessoas. Kai mantém todos os momentos importantes, tem ritmo muito superior e evita os episódios em que praticamente nada acontece.

O famoso caso dos cinco minutos de Namek

Em Dragon Ball Z, o planeta Namek está a cinco minutos da explosão — e a contagem dura mais de dez episódios. É o exemplo mais citado do alongamento que Kai corrige.

E o GT?

GT é um caso interessante. A série não vem do mangá, foi produzida enquanto Akira Toriyama estava afastado e recebeu apenas contribuições pontuais dele, como o desenho de alguns personagens. Quando Super foi lançado, a continuidade oficial passou por cima de GT.

Isso não significa que seja ruim de assistir. Significa apenas que ela é uma continuação alternativa. Se quiser conferir, o lugar dela é depois de Z ou Kai, e antes de Super — nunca entre arcos.

Os filmes antigos, em uma frase

Os filmes lançados entre 1986 e 1995 são histórias paralelas, geralmente com uma hora de duração e um vilão novo que não deixa consequência. Eles contradizem a linha do tempo principal em vários pontos e podem ser assistidos como episódios especiais, em qualquer momento. O único cuidado é não tratá-los como parte da história oficial.

Onde o mangá e o anime divergem

O mangá de Akira Toriyama tem 519 capítulos e termina no mesmo ponto em que Z termina. Tudo o que existe além disso — GT, Super e os filmes recentes — foi construído depois, com graus diferentes de participação do autor. Toriyama assinou os roteiros-base de Batalha dos Deuses, de O Renascimento de Freeza e de Broly, o que explica por que esses três são tratados como continuidade firme.

Existe ainda um mangá de Super, desenhado por Toyotarō, que corre em paralelo ao anime e não é uma adaptação fiel dele. Os dois contam os mesmos arcos com execuções diferentes: o arco do Trunks do futuro, por exemplo, tem desfechos distintos em cada versão. Nenhuma das duas invalida a outra, mas se você quiser uma única linha para seguir, escolha o anime e trate o mangá como leitura complementar.

Quanto tempo leva de verdade

A ordem completa passa de 570 episódios, o que dá aproximadamente 230 horas de exibição. A ordem enxuta fica em torno de 450 episódios, ou cerca de 180 horas. A diferença de cinquenta horas não está em conteúdo cortado, e sim em cenas de reação, recapitulações no início de cada episódio e transformações que se estendem por minutos.

Se o tempo for curto e a intenção for entender as referências que a franquia deixou na cultura pop, existe um caminho mínimo: os arcos do Saiyajin, de Namek e dos Androides em Kai cobrem praticamente tudo o que é citado fora da obra, do Super Saiyajin ao Cell.

Dublagem, versões e detalhes práticos

No Brasil, a dublagem clássica de Dragon Ball Z é parte da memória afetiva de uma geração inteira e tem elenco reconhecido pelo público. Vale saber, porém, que a versão brasileira antiga foi feita a partir de material intermediário, com adaptações de nomes e de golpes. Kai e Super usam terminologia mais próxima do original japonês.

Outro detalhe: existem cortes diferentes de Kai. A versão internacional teve algumas cenas editadas por conteúdo, e o arco do Majin Boo foi lançado separadamente como conjunto final de episódios.

Conclusão

Para quem está começando: Dragon Ball, depois Kai, depois Super. São cerca de 450 episódios em vez de mais de 570, sem perder nada essencial. Para quem cresceu com Z e quer reviver a experiência original, a ordem completa continua valendo — inclusive os cinco minutos que duram dez episódios, que hoje fazem parte do folclore da franquia.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre Dragon Ball Z e Dragon Ball Kai?

Kai é a mesma história de Z remontada para seguir o mangá de perto. Z tem 291 episódios, com muito conteúdo criado só para o anime. Kai conta a mesma trama em 167 episódios, somando a série original e os episódios finais dedicados ao arco do Majin Boo.

Dragon Ball GT é canônico?

Não. GT foi produzido pelo estúdio sem base no mangá de Akira Toriyama e é tratado como continuação alternativa. Dragon Ball Super, lançado depois, ignora GT e segue direto do fim do arco do Majin Boo.

Preciso assistir aos filmes de Dragon Ball?

A maioria dos filmes antigos é paralela e não afeta a história principal. Os dois que importam são Batalha dos Deuses e O Renascimento de Freeza, porque foram adaptados como os primeiros arcos de Dragon Ball Super.

Dá para começar direto em Dragon Ball Z?

Dá, e muita gente fez isso. Mas você perde a formação do grupo, a origem do Goku e a relação com Bulma, Krillin e Piccolo — que é exatamente o que dá peso emocional aos arcos seguintes.


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